Eles passarão… Eu passarinho!

Hoje vou falar um pouco da minha experiência como engenheiro químico durante 33 anos na última vida passada, nas posições de engenheiro de produção / processos / projetos de expansão, coordenador de assistência ao cliente, gerente de desenvolvimento de novos negócios e finalmente gerente de serviços técnicos.

Espero com esse depoimento, passar a vista do meu ponto sobre o mundo corporativo – que pode estar equivocada – e de alguma maneira contribuir com algum leitor que esteja perdido nesta selva.

Trabalhar numa empresa privada que visa o lucro antes de mais nada – não disse o lucro acima de tudo… – , requer habilidades ao profissional que vão muito além do conhecimento técnico aprendido nos bancos de escola. É preciso estômago de tubarão branco e ter um ácido sulfúrico bem concentrado mínimo 4N, para digerir as frustrações, desaforos, desapontamentos e desilusões.

E pior de tudo isso, é preciso muitas vezes engolir o choro, sapos, ainda fazer cara de paisagem e até sorrir. Muitos chamam essa habilidade de inteligência emocional. Diferente do que a linda Maju Coutinho disse há duas semanas, no mundo corporativo, o choro não é livre!

Meu amigo André T., que é executivo numa grande empresa em São Paulo, deu a melhor definição do nosso papel nessa selva.

” Rui, nunca se esqueça que você é zebra e sempre será uma zebra. Portanto, deverá estar de olhos e ouvidos atentos, porque sempre haverá um leão ou leoa à sua espreita”

O Mário D., outro grande amigo já me dizia em 1988:

” Rui, aqui na fábrica é lobo comendo lobo! “

Com o saudoso amigo Agostinho V. , aprendi que a fábrica é o lugar onde o filho chora e a mãe não vê!

Nos anos 2000, participei de um processo seletivo de uma multinacional numa posição gerencial. Neste processo, cheguei até a última etapa. Na entrevista final, o meu futuro eventual chefe me perguntou assim:

” Rui, quanto de FDP você é ?”

Embora eu estivesse bem preparado pela empresa de recolocação para a entrevista, nas nossas simulações treinadas exaustivamente, eles não haviam me prevenido para um questionamento assim. Depois de pensar alguns segundos respondi:

” Sou uns 30% de FDP!”

Meu racional foi… se falo que sou um pouco FDP, pode parecer que sou muito bonzinho e bonachão com jeitão do Garfield. Por outro lado, se digo que sou muito FDP, vai parecer que sou um dino jurássico que merece uma foto, porque sujeitos assim na cartilha dos recrutadores de RH, só são encontrados em museus. Pelo menos era o que eu pensava…

Para a minha surpresa ele disse:

” Você é muito pouco FDP para o cargo que você se aplicou, no mínimo eu precisaria ouvir 60% … ”

” 60 % de FDP ! Credo !” , respondi

Como era previsto, perdi a vaga, mas não lamentei porque seria insustentável trabalhar num ambiente tão competitivo e tóxico assim.

Ao entrar numa empresa, o jovem recém formado, tem a ilusão daquele ambiente ser uma extensão do meio universitário, onde a liberdade de expressão é garantida e seus direitos constitucionais respeitados. Mas ele logo percebe, que a realidade é bem diferente…

Já vivi situações em que as perguntas ao acionista da empresa, numa visita à nossa unidade, eram cuidadosamente preparadas e ensaiadas. Cada um fazia as suas perguntas seguindo o roteiro prévio aprovado, tudo isso para aparentar um mundo perfeito na unidade brasileira e evitar um eventual fogo amigo. Parecido um pouco quando o ditador Kim Jon Un visita alguma cidade da Coreia do Norte, com crianças felizes tremulando as bandeirinhas do seu país em punho e homens e mulheres chorando de emoção.

Existem empresas que conseguem muito bem replicar a cultura da matriz nas filiais ou BUs. Numa empresa japonesa em Sorocaba, ao entrar lá, foi como se eu fosse transportado no tempo / espaço em segundos ao Japão.

Tudo lembrava esse país, desde os uniformes impecáveis, as luvas brancas na mãos dos funcionários, os procedimentos de segurança e a limpeza impecável, sugerindo à um desavisado, que de fato estivesse na terra do sol nascente.

Nas empresas, a cultura interna é a soma dos valores e crenças dos proprietários e executivos que passaram por lá. Por isso, cada empresa tem a sua cultura. É assim como o rosto das pessoas ou as digitais dos dedos…

Empresas de tecnologia e Fintech tem um ambiente descontraído e informal por natureza com pouca hierarquia, combinando com o perfil dos funcionários, jovens na sua maioria e também porque são empresas novas com até 15 anos de existência.

Eu confesso que ficaria muito incomodado de apanhar um funcionário meu sentado num puff ou deitado numa rede no meio do expediente de trabalho – como na foto abaixo numa unidade do Google – com a argumentação de estar buscando inspiração para a solução de algum problema ou algum novo projeto.

Tenho lido e ouvido relatos de jovens da geração Y e Millennials com muita dificuldade de adaptação em empresas tradicionais, onde a cultura interna é muito formal e hierarquizada.

Numa empresa em que eu trabalhei, os chefes tinham um restaurante em separado dos demais, vagas demarcadas no estacionamento e atendimento no departamento pessoal exclusivo, como o banco Personnalité do Itaú ou Prime do Bradesco.

Os engenheiros ao entrar nessa empresa ganhavam um novo batismo adicionando um eng. antes do nome. Hoje no mundo em que vivemos não caberia mais uma empresa com esta mentalidade arcaica, creio eu.

Em 1997, ganhei de presente um colaborador que tinha sido um top 5 de notas no curso de graduação de engenharia química na Poli – USP e fluente em inglês. Na nossa primeira conversa, ele quis saber qual seria o seu plano de carreira na empresa e quando seria a sua ida ao estrangeiro para um treinamento externo.

Como sempre, usando da minha habitual franqueza, fui muito claro com ele.

” Colega, acho que o RH não lhe passou a verdade, infelizmente… Para começar eu não tenho nenhum plano de carreira para você, mesmo porque no mundo de verdade, este plano é desenhado e executado majoritariamente por você.

“Quanto ao curso no exterior, é necessário haver a necessidade alinhada a algum projeto que você esteja liderando. Você não acha o primeiro dia de trabalho um pouco cedo para falarmos nisso, não? “

“Por ora, pegue o seu capacete, seus óculos de ampla visão, vista as suas roupas impermeáveis, luvas de raspa de couro e por fim as botas de borracha e vá na sua área resolver o problema de transbordamento, porque lá está tudo inundado de soda. E pelo amor de Deus, não vá se acidentar… siga os procedimentos de segurança. Boa sorte! “

Ele ficou um mês na empresa e depois pediu demissão…

Este fato ocorreu comigo há 25 anos, mas ainda hoje o choque de gerações é conflituosa nas empresas. De um lado, estão os gestores que pertencem às gerações X e até baby boomers – como eu que cresceram num ambiente corporativo pesado e castrador . E do outro lado, estão as gerações Y e Millennials que tem ojeriza à hierarquia e muita ansiedade para ascensões meteóricas nas suas carreiras.

A pior experiência que tive como profissional foi ser demitido ou ter que demitir alguém.

Eu fui demitido três vezes na minha carreira de 33 anos e demiti muita gente que não consigo contá-las com os dedos das minhas duas mãos. No meu revólver imaginário tem muitas marcas. Para cada demitido há um risco como o Clint Eastwood fazia. Mas diferente do meu ídolo do velho oeste, eu nunca tive orgulho dos meus feitos.

Quando provei pela primeira vez desse veneno, confesso que achei o gosto bem amargo. O chão de repente se abriu sob meus pés. Aos 34 anos, eu tinha esposa e dois filhos pequenos para criar. Para piorar, não fazia ainda seis meses que eu havia declinado de uma proposta muito boa de uma empresa americana.

Coloquei então as sandálias da humildade e parti para tentar revalidar a proposta de trabalho nessa empresa. Felizmente, ela foi condescendente comigo, em seguida fui chamado para uma nova entrevista:

“Rui, há seis meses você declinou da nossa proposta, fato que nos deixou muito frustrados e desapontados. O que aconteceu agora?”

Fui perguntado pelo gerente da refinaria num palco igualzinho ao Roda Viva. Eu sentado no meio numa cadeira Giroflex e os meus inquisidores à minha volta fechando um círculo. Bem intimidador mesmo.

Muito confiante respondi:

“Fui demitido há dois dias, não percebi que a minha batata estava assando! Agora estou no mercado disponível. Se eu fosse vocês, eu não perdia essa chance, porque profissional especialista em alumina como eu no Brasil, eu conto com os dedos da minha mão direita… Eu sou uma mosca branca ” ronquei grosso.

Após se reunirem por uma hora, retornaram dizendo que o job offer com a proposta salarial e os benefícios, incluindo o lump sum de quatro salários adiantados foram mantidos, com exceção do apartamento funcional de 300 m2 no condomínio da empresa oferecido na proposta inicial.

Não pensei duas vezes e aceitei a proposta! Não estava em posição de negociar… Entendi a negativa do apartamento funcional como uma vingança compreensível da empresa pela minha rejeição ao primeiro convite.

Em menos de uma semana eu estava recolocado no mercado! Tive muita sorte, agradeço ao bom Deus por isso!

Demitir alguém era uma das missões mais difíceis de executar que eu tive no mundo corporativo. Na véspera de uma execução, eu nunca conseguia dormir em paz e suava frio de ansiedade ao pensar no que teria que fazer no dia seguinte, porque eu sabia que do outro lado, acima do profissional, havia um ser humano que como eu lutava pelo seu sustento e o da sua família.

A demissão mais dolorosa que fiz foi a de um engenheiro eletricista. Ao comunicá-lo a minha decisão, ele chorou igual a um menino e depois se humilhou ajoelhando-se na minha frente suplicando para que eu não o demitisse.

Explicou- me que estava muito endividado e com uma filha recém nascida para criar. Fingindo não me sensibilizar com o seu apelo, apertei o gatilho …

Fiquei pelo menos uma semana ruminando mentalmente se a minha decisão foi realmente acertada.

Numa outra demissão, ouvi do colaborador:

” Rui, perco a conta das vezes que você me ligou num final de semana em casa para ir à fábrica e resolver algum problema, deixando festas de aniversários dos meu filhos, esposa e familiares para trás. Lá muitas vezes, com você junto, trabalhamos por horas para a fábrica voltar a operar. E agora você vem com essa demissão? “

Respirei fundo e respondi:

“Desculpe, lamento muito, mas preciso reduzir os custos fixos da minha área, não achei outra alternativa. Será duro ouvir isso, mas cada hora extra que você fez, a empresa lhe pagou conforme a CLT exige, centavo por centavo. Estamos quites com relação a este ponto. “

A demissão mais trabalhada que fiz foi a do Nivaldo que até daria um causo…

Ele era um operador de área, que cumpria as suas atividades razoavelmente, mas tinha muita dificuldade de relacionamento com os seus pares e técnicos de turno e de área.

Uma vez decidido pela sua demissão, chamei o Isaias, meu braço direito na época para comunicarmos a ele a minha decisão.

Isaias, que era o supervisor direto de Nivaldo me aconselhou …

” Rui , se eu fosse você eu não demitiria o Nivaldo . Ele já contou à rádio peão que foi um matador de aluguel na Bahia e a sua preferência era cortar a garganta do caboclo com arma branca. Depois do serviço executado, ele ainda se orgulhava de beber o sangue da sua vítima, um ritual que ele tem desde o primeiro serviço…”

Nisso, eu senti um calafrio percorrer a minha coluna vertebral desde o quadril até o meu pescoço gordinho…

“Mas Isaias, o que faremos então? Não acho justo sacrificar um outro operador no lugar dele.”

” Rui, eu tenho uma ideia… Ouvi dizer que o Nivaldo está bem apertado com dinheiro. Eu vou ao Paraguai na semana que vem e compro lá mais um vídeo – cassete e com ele faremos uma rifa. Com o dinheiro apurado, eu pego o que gastei para mim e a diferença a gente dá a ele. Depois de um tempo, nós o demitiremos. Tenho certeza que ele ficará com raiva de nós, mas não a ponto de nos fazer mal.

“O cuidado a ser tomado é que não podemos abrir quem será o favorecido da Ação Entre Amigos, porque o Nivaldo tem muita rejeição entre os peões. “

A venda dos 100 números foi tranquila. Naquela época, era normal fazermos rifas para ajudar colegas que tiveram suas casas roubadas ou tiveram uma doença na família.

No dia estabelecido, tiramos o lacre do nome vencedor da rifa e coincidentemente Isaias, que havia também comprado um número, foi o contemplado. Foi bom porque assim sobrou ainda mais dinheiro ao Nivaldo .

No momento da entrega do envelope com o dinheiro a ele, este chorou de emoção, não acreditando que haviam na fábrica “pessoas de bom coração” como eu e Isaias e complementou dizendo que o dinheiro vinha muito a calhar, porque a sua família fora despejada da casa alugada recentemente por inadimplência.

Passados 15 dias, chamamos Nivaldo novamente, desta vez, para comunicamos a ele a nossa decisão de demiti-lo. Ele nos respondeu:

” Rui e Isaias, há duas semanas, vocês me deram uma ajuda em dinheiro que eu nunca tinha recebido de ninguém na minha vida. Agora, se tomaram a decisão de me demitir foi porque ela foi muito necessária, por isso eu aceito a decisão de vocês. Muito obrigado por tudo e caso tenham algum desafeto que lhe fizeram algum mal no passado, eu posso resolver este “problema” para vocês… ! ”

Ao sair da sala, eu passei a mão no meu pescoço e falei ao meu braço direito:

” Isaias, desta vez foi por pouco, muito pouco!”

Uma confusão muito comum entre os funcionários é achar que a empresa tem coração. Lamento informar que é apenas um contrato de trabalho com direitos e deveres entre as partes, que pode ser rompido pelo empregador ou pelo empregado a qualquer momento. Por isso, quando o profissional decidir sair da empresa e pedir demissão, não é necessário olhar para trás, porque isso faz parte do jogo também. É uma via de duas mãos!

O rosto da empresa é a do gestor. Como representantes da empresa, mostramos o nosso rosto numa demissão, num acidente ambiental perante a comunidade, numa fatalidade perante a família, numa reunião sindical de aumento de salário da categoria, entre outras situações.

Muitas vezes, eu tive a missão de convencer os meus liderados de que a proposta de aumento salarial da empresa era boa e que por isso merecia o nosso voto na assembléia do sindicato, quando na verdade, eu achava que o patrão poderia pagar mais … Quem é gestor, tem o rabinho preso com o acionista, simples assim.

Nas greves da nossa categoria, eu também sofria muito porque eu queria lutar com os grevistas por aumento salarial para todos nós. Mas o meu cargo de engenheiro ou gerente, pressupunha representar o empregador. Eu torcia calado por eles e ao mesmo tempo era um pelego que furava as greves…

Durante os 11 anos que trabalhei numa empresa em São Paulo, eu furei todas as três greves da categoria no período. A primeira em 1989, eu pulei um muro de 2,5 metros às 5 horas da manhã na casa do diretor industrial, cujo muro dava para a fábrica. O Sergio Z. meu amigo e também pelego, pulou o muro comigo com outros engenheiros…

Uma vez dentro da usina, participei da comissão de distribuição de cigarros e comida aos operadores. A nossa escala de trabalho era de 12 x 12 horas. Nossas marmitas chegavam na usina de helicóptero, já que todas as entradas da usina estavam bloqueadas. Foi a melhor quentinha que eu comi na minha vida, tinha arroz, feijão, batata frita em palitos e um bife muito macio.

Eu passei fome durante a greve, porque a ordem de distribuição da comida, que era escassa, era o contrário da hierarquia. Primeiro se alimentavam os operadores, depois os técnicos e o que sobrava era para nós, os engenheiros. Fazia todo sentido porque quem de fato mantinha a planta em operação eram os operadores e técnicos. Nesses dias, eu senti na pele o que um garçom sente servindo numa churrascaria de rodízio de carnes…

Ficamos seis dias dentro da usina até o final da greve, felizmente conseguimos manter a fabrica em operação na capacidade mínima durante este período. Uma parada dos equipamentos poderia ter um prejuízo ainda maior que a perda de produção.

Ao final da greve, além de recebermos o aumento salarial como os grevistas, recebemos também 360% do valor de cada hora que estivemos dentro da usina e um diploma assinado pelo patrão em agradecimento pelo esforço dispendido, como soldados que vão à guerra e recebem medalhas. Entretanto, nenhum de nós tinha orgulho do diploma de pelego…

Na saída da fábrica, depois da greve com o Paulinho P., meu grande amigo, enfrentei pela primeira vez um corredor polonês dos grevistas e recebi com razão muitos tapas e xingamentos. A Dona Mariko, minha mãe, também foi muito elogiada.

Nas palestras que faço nas universidades sobre o mundo corporativo, tento passar algumas mensagens que podem ser úteis aos meus futuros colegas engenheiros:

1- Veja muito bem antes de se candidatar à uma vaga, se o perfil da empresa bate com o seu. Sempre haverá uma tampa para a sua panela no mercado de trabalho, mas é preciso tempo para encontrá-la. Então, caso não tenha tempo, quebre o galho com uma segunda opção, porque só você sabe onde o seu calo aperta…

2- O seu chefe, pode ser o seu céu ou inferno na empresa. Procure ver o lado positivo dele para odiá-lo um pouco menos e suportá-lo pelo menos por mais um tempo até ele ser promovido, ele encontrar coisa melhor ou ser demitido.

3- Qualquer posição na empresa é transitória, não se deslumbre com ela. Você não é gerente ou diretor, você está gerente ou diretor, como lembrou bem a minha querida cunhada Alexandra.

4 – Procure ser humilde e cortês. Trate os pares, fornecedores e subordinados com respeito. O mundo gira… não cuspa nunca para cima. Hoje você é pedra, mas amanhã pode ser vidraça. Você não tem bola de cristal para saber o dia de amanhã.

5 – Antes de tomar uma decisão importante durma com o problema e as possíveis saídas. Ao acordar veja se alguma delas ainda faz sentido e faça a sua opção consciente por uma delas de cabeça fria. Se for preciso, repita esta operação por mais uma noite. Essa dica de ouro é do meu amigo e mestre Jair N.

6 – Tenha muita fome de aprender sempre, seja como o Marco M, meu amigo e melhor aluno de inglês que eu já tive. Ele tinha mais de 30 anos quando eu o ensinei o Don’t worry be happy e o It is what it is. Hoje ele trabalha nos Emirados Árabes como superintendente de fábrica, posição alcançada pela fluência na língua inglesa entre outras habilidades. O céu é o seu limite!

7- E por último, o Poeminho do Contra de Mário Quintana, que nos ajuda a refletir sobre o tema:

Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho!

Rui Sergio Tsukuda – março/21

https://aposenteidessavida.com/

24 comentários em “Eles passarão… Eu passarinho!

    1. Oi Montoro, muito obrigado . Depois que terminei de escrever o texto e repassei eu pensei… Será que é isso mesmo ? Por isso o cuidado de dizer que era apenas a vista do meu ponto do mundo corporativo. O seu depoimento confirma que a realidade não é tão linda como muitos pregam . Continue passando por aqui . grande abraço

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    2. Oi Montoro, te convido a seguir o blog . Na página principal do blog preencha ao final dela seu email e pressione assinar. Um email da WordPress seguirá à sua caixa postal, bastando abri-lo e confirmar. Pronto, já receberá atualizações com novos textos no seu email. E compartilhe os textos e o blog aos seus amigos e contatos. Passando tudo isso quero lhe ver, seja aqui em BH ou em Poços, Muito obrigado e grande abraço Rui

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  1. Texto.lindo demais meu grande amigo Rui.
    Você foi singelo ao falar do corredor polonês na saída do fim da greve.
    Passou fome nas greves porque um quentinha só não vencia o seu apetite feroz……kkkkkk
    Já te agradeci inúmeras vezes pela valiosa contribuição que fez à minha carreira meu grande amigo Rui Tsukuda.
    Forte abraço

    Curtido por 1 pessoa

  2. Ninguém melhor que alguém que viveu este mundo e tem talento pra contar histórias pra nos inserir nesse contexto, né?!
    Parabéns Rui, conseguiu com brilhantismo, mais uma vez.
    Particularmente, não gosto de ambientes corporativos e os acho até hostis, mas, como disse, o coração não é o forte nessa área.
    Espero mais histórias da sua valiosa experiência e olhar!
    Grande abraço!!

    Curtido por 1 pessoa

  3. Caro Rui: Não lembrava do ocorrido nas greves; da rifa… Voltei no tempo, parecia que estava lá de novo. Lembro bem que eu e mais meia dúzia eram os piores alunos seus de inglês. É covardia para nós estarmos na mesma sala com o Marco M., umas das pessoas mais inteligentes que já conheci e tenho amizade. Excelente suas dicas para um futuro emprego. São realistas… Até mais vezes. Abraços.

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