Mensagem de final de ano do Rui

Neste mês de dezembro ao fazer 60 + 1, percebi que a fase de exibir orgulhosamente a minha credencial de estacionamento de idoso já passou e embarcar como prioridade em avião perdeu a graça. Virou carne de vaca como dizia meu pai, seu Mário. Aqui no meu bairro em BH, tem tanto idoso, que finjo terContinuar lendo “Mensagem de final de ano do Rui”

Apocalypse now, mas não tão agora assim…

Ontem sem querer, eu estava zapeando pelas centenas de canais da TV e não sei explicar o porquê, mas parei no canal Discovery. Lá passava um episódio de uma  série documentário sobre astrofísica. Sempre fico subindo e descendo pelos canais como um zumbi desolado, com o controle remoto na mão direita, em busca de algoContinuar lendo “Apocalypse now, mas não tão agora assim…”

O que “ter tudo na vida” significa pra você

Me deparei hoje com essa enquete acima, num desses reels randomizados, que buscam bisbilhotar a vida da gente. Deixando de lado o interesse nada genuíno, puramente comercial do entrevistador digital de IA, a pergunta me intrigou… Se essa pergunta fosse dirigida a minha versão de 1976, a resposta seria uma Garelli vermelha, igual ao queContinuar lendo “O que “ter tudo na vida” significa pra você”

Eu era feliz e não sabia…

Em 2010, eu estava com meu pai, seu Mário, no hospital Erasto Gaertner em Curitiba, um hospital especializado no tratamento de câncer, quando ele já em estado terminal da doença disse pra mim: – Rui, lembra aquele tempo em que eu reclamava de ter que ir ao banco para trocar duplicatas ou pegar dinheiro emprestadoContinuar lendo “Eu era feliz e não sabia…”

Evoluindo com as diferenças

Aqui em Minas, sempre quando encontro com crianças no elevador e elas ficam me encarando, lhes pergunto quantos amigos japonesinhos elas tem na escola. Como quase sempre a resposta é nenhum, me abaixo até o nível dos olhos delas e pergunto: – Você notou que eu sou diferente, né? – Sim você é japonês! DepoisContinuar lendo “Evoluindo com as diferenças”

Viajar

Cada um tem os seus motivos porque gosta de viajar ou porque não gosta de viajar. Sejam viagens nacionais ou internacionais, a trabalho ou lazer, para mim sempre a conta ao final fecha favorável à viagem. Assim que termina uma, já faço planos para a próxima aventura. Se for uma viagem internacional, melhor ainda. MasContinuar lendo “Viajar”

A Rosa de Hiroshima

No filme Hiroshima, meu amor de 1959,  produzido pelo francês Alan Resnais e escrito pela também francesa Margueritte Duras, se passa em  Hiroshima no periodo pós-devastação da bomba atômica, retrata a história de um caso de amor entre um arquiteto japonês e uma atriz francesa, que visita o Japão para fazer um filme sobre aContinuar lendo “A Rosa de Hiroshima”

A felicidade

O Tom Jobim disse numa canção que a felicidade é: Como a plumaQue o vento vai levando pelo arVoa tão leve, mas tem a vida brevePrecisa que haja vento sem parar… Desde que nascemos, somos influenciados para buscar a felicidade, mesmo sem saber exatamente o que ela seja e onde esteja. Ao longo da vida,Continuar lendo “A felicidade”

O suicídio de Alfonsina

A minha mãe, a dona Mariko, adorava a canção Alfonsina y el mar, escrita por Ariel Ramirez e Felix Lima, eternizada na voz de Mercedes Sosa Sempre vou me lembrar dela cantarolando essa triste canção pelas manhãs nubladas de Curitiba, enquanto regava os seus vasos na sacada do seu apartamento. Muito curioso, numa manhã, pergunteiContinuar lendo “O suicídio de Alfonsina”

Shit happens

Sabe aqueles dias em que tudo dá errado? Ontem estava pescando aqui no sítio Duas Alegrias. Pois é, se as linhas com anzóis não se enroscavam no fundo do lago, pegavam uma moita de bambu fora dele. O pior, é que a pescaria estava com ação, o que aumentou ainda mais a minha frustração. DeContinuar lendo “Shit happens”

Nossa infelicidade é fruto da comparação

Dentre tanto lixo que cai diariamente no meu Instagram, às vezes, mas muito raramente mesmo, aparece algo interessante que traz algo de bom e que fica. Assim foi o post do psiquiatra Luis Eduardo Xavier @dreduardoxavier, em que ele nos provoca com o título acima, pegando um gancho na bem bolada propaganda da cerveja Amstel Ultra.Continuar lendo “Nossa infelicidade é fruto da comparação”

Os meus votos para 2024

Como tudo passa nesta vida, as festas de final de ano de 2023 se foram e como tudo que sobe, desce; engordei todo o peso que havia lutado muito para perder nos últimos meses. Dureza! Mas faz parte, esse fato é uma das certezas da minha vida. Aqui se faz, aqui se paga! Ai, comoContinuar lendo “Os meus votos para 2024”

Mensagem de final de ano do Rui

Felizmente mais um dezembro chegou na minha vida. Só isso já seria um bom motivo para comemorar. Estar vivo e com saúde é uma benção de Deus! A minha asma com aquela tosse sem fim que me incomodou no primeiro semestre, desapareceu da mesma forma que chegou. Já a dor no meu quadril esquerdo sumiuContinuar lendo “Mensagem de final de ano do Rui”

Rex e eu

Quando menino, eu passava as minhas férias de verão no sítio da minha batian ( vó em japonês) na Colônia de Lorena nos arredores de Londrina. Diferente das roças da minha região aqui de Minas Gerais, cuja vocação é o gado de leite, no sítio de Lorena, a plantação de café tomava conta da paisagemContinuar lendo “Rex e eu”

Divagando um pouco com vocês

Do Léxico.pt, divagar é:1. Caminhar ou passear sem destino, rumo ou orientação; deambular ou vagar;2. Desviar-se do tema central; afastar-se do assunto que está a ser discutido ou debatido;3. Ato de sonhar, idear ou fantasiar.(Etm. do latim: divagāri) Aos 12 anos, eu já tinha o hábito de divagar. Eu me lembro de ficar deitado noContinuar lendo “Divagando um pouco com vocês”

As redes sociais

Depois de quase 5 anos, voltei ao aeroporto de Confins em BH. Desta vez não era para embarcar nos vôos CNF – VCP e CNF – CGH que eu estava acostumado a pegar toda santa semana, e sim para uma viagem de férias ao Nordeste com a família. Pouco ou quase nada mudou no saguãoContinuar lendo “As redes sociais”

Cigarra ou formiga?

Vivi a minha vida inteira no dilema: Ser cigarra ou formiga. Como na fábula, temi ser a cigarra, que após curtir o verão cantando, sente fome e frio no inverno e ouve da sua amiga formiga a negativa de ajuda. E pior ainda, recebe dela uma lição de moral por ter cantado todo o verão,Continuar lendo “Cigarra ou formiga?”

Qual a sua narrativa, o seu propósito?

No livro: Os melhores últimos dias da minha vida, do qual fiz menção na minha mensagem de final deste ano, o jornalista Gilberto Dimenstein, escreveu: ” A coisa mais importante para um ser humano é a sua narrativa, o seu propósito. Sem narrativa, somos como um ator no palco sem saber o roteiro. Se perdemosContinuar lendo “Qual a sua narrativa, o seu propósito?”

O hexacampeonato que não veio mais uma vez

A Copa do Qatar de 2022 estava chegando quase despercebida para mim, pois o foco do segundo semestre de 2022 eram as eleições presidenciais. Mas passado o pleito eleitoral, quando me dei conta, o Brasil já estrearia contra a Sérvia. O meu interesse pela Seleção Canarinho caiu bastante desde o inesquecível 7×1 contra a AlemanhaContinuar lendo “O hexacampeonato que não veio mais uma vez”

O arco-íris

Nesta semana, eu, como muitos de vocês, se depararam com um homem grávido dando luz a um bebê nas manchetes dos jornais! Na verdade, era um homem trans que havia engravidado da esposa, que é uma mulher trans. Eu já havia visto alguns outros casos como esse, mas foi a primeira vez que me interesseiContinuar lendo “O arco-íris”

Não quero saber o preço, quero saber em quantas vezes que se parcela!

Ser é mais importante do que ter. Mas será que algum dia isso foi verdade? Na semana passada, eu estava sendo atendido num caixa do supermercado Duarte em Desterro de Entre Rios MG. Aproveitando os minutos em que a Virgínia foi apanhar um pacote de orégano para a pizza daquele noite, perguntei a mocinha queContinuar lendo “Não quero saber o preço, quero saber em quantas vezes que se parcela!”

Sinal dos tempos

Há alguns meses, aprendi finalmente a “rolar” os reels do Instagram e stories do Facebook, aqueles vídeos curtinhos de alguns segundos de duração. Percebi em pouco tempo que esse hábito se tornou um vício na minha rotina diária, como se fosse uma coceira gostosa, mas incômoda por carregar um quê de culpa por “perder” meuContinuar lendo “Sinal dos tempos”

Putin e o tiroteio no Paraná

Qual a semelhança entre a invasão da Ucrânia realizada nesta semana pelo presidente Putin da Rússia, com o tiroteio no Paraná ocorrido há duas semanas? A disputa da terra através da violência! Putin, pensa que está em 1916 quando a Ucrânia ainda fazia parte do império russo. Já Cláudio Silvestre, tinha a mesma certeza deContinuar lendo “Putin e o tiroteio no Paraná”

Pais e filhos

No poema Enjoadinho, Vinícius de Moraes escreveu: Filhos, filhos?Melhor não tê-los!Mas se não os temosComo sabê-los? Quando vejo nas raras vezes que vou ao shoppping, meninos(as) mimados(as) dando piti e sendo gentilmente arrastados(as) pelos pais no corredor, eu me lembro de um outro verso do Poetinha em Cotidiano 2 Acordo de manhã, pão com manteigaEContinuar lendo “Pais e filhos”

Volatilidade

Ao pé da letra, volátil é tudo que pode voar como os pássaros. Na química é aquela substância que evapora, transforma em gás ou vapor em temperatura ambiente. Gasolina, é um bom exemplo disso. Já no sentido figurado é sinônimo de variável, volúvel, inconstante ou instável, muito utilizado em finanças para caracterizar o atual mercado deContinuar lendo “Volatilidade”

Este restinho de ano não dá mais nada…

Era com essa frase que o meu saudoso e querido amigo Agostinho Vallerini, o nosso Gustão, nos saudava no primeiro dia de trabalho do ano na CBA, deixando claro as suas enormes expectativas para o ano que ora se iniciava. Se ainda estivesse entre nós, Gustão iria concordar comigo que o seu pessimismo cairia comoContinuar lendo “Este restinho de ano não dá mais nada…”

Qual a maneira certa de enterrar a sua sogra?

Com o caixão de ponta cabeça… porque vai que ela tenha catalepsia, acorde e consiga sair do caixão, pelo menos ela cavará terra abaixo em direção ao Japão! A sogra normalmente habita o imaginário de genros e noras, como aquele ser que veio de contra-peso no combo só pra fazer volume, que insiste em arruinarContinuar lendo “Qual a maneira certa de enterrar a sua sogra?”

Ansiedade, muito sofrimento por nada

Hoje que tenho mais passado que futuro, lamento não ter aproveitado melhor as oportunidades que tive na vida por conta da maldita ansiedade. Foi muito tempo perdido por preocupações e temores infindáveis em situações para mim potencialmente ameaçadoras, mas racionalmente sem sentido. Do Wikipedia, selecionei as duas melhores definições que encontrei para esse sentimento: 1)Continuar lendo “Ansiedade, muito sofrimento por nada”

Segunda feira

Sempre odiei a segunda feira … bom até aí nenhuma novidade. Bilhões de terráqueos como eu, também odeiam com ardor esse dia da semana. Os mesmos que como eu, também amam a sexta feira, que foi eternizada pelo meme sextou, cujos créditos são de Safadão ou Bunitinho? , que os gringos torcem o nariz porqueContinuar lendo “Segunda feira”

11/09, onde você estava?

Com o Fabio Blanco, meu amigo ainda virtual, jornalista e consultor deste blog, aprendi o que é um gancho no jornalismo: O gancho é uma estratégia criada no jornalismo para conectar assuntos de uma matéria a acontecimentos do dia a dia ou recentes, para que a abordagem pareça sempre atual. Hoje 11/09/2021, 20 anos após o ataquesContinuar lendo “11/09, onde você estava?”

A mudança

Aprendi com o Montoro, meu querido amigo mestre em estatística que a única coisa certa na vida é a mudança. Algum leitor discordará e dirá que é a morte, mas ela é uma mudança também, com certeza a maior que teremos! É muito comum, o mundo corporativo insistir na mudança porque não mudar significa permanecerContinuar lendo “A mudança”

Concorrência desleal

Depois de um ano, terminei de ler o romance Crime e Castigo de Dostoiévski. Foram muitas idas e vindas, mas finalmente na semana passada, terminei de ler esse romance tão famoso. Mas porque eu demorei tanto tempo para devorar as 500 e tantas páginas do livro que é muito intenso e delicioso de se lerContinuar lendo “Concorrência desleal”

Eles passarão… Eu passarinho!

Hoje vou falar um pouco da minha experiência como engenheiro químico durante 33 anos na última vida passada, nas posições de engenheiro de produção / processos / projetos de expansão, coordenador de assistência ao cliente, gerente de desenvolvimento de novos negócios e finalmente gerente de serviços técnicos. Espero com esse depoimento, passar a vista doContinuar lendo “Eles passarão… Eu passarinho!”

O chinês, o americano, o inglês e eu

A posição de executivo peão me deu a oportunidade de viajar pelo mundo afora de graça. Me proporcionando experiências em diversos países e conhecer pessoas de diferentes culturas. Quando viajo a um país desconhecido, pouco me preocupo com roteiros de pontos turísticos ou a história do lugar, isso não é importante para mim. Meu negócioContinuar lendo “O chinês, o americano, o inglês e eu”

Dr Antônio e eu

Dr Antônio foi o meu primeiro patrão depois que eu me formei em engenharia química no ano de 1988. Doutor era o título que ele tinha, apesar de não ser médico nem ter feito doutorado. Entendi que quem possuía um patrimônio acima de 1 bilhão de dólares como ele, merecia ser chamado de doutor …Continuar lendo “Dr Antônio e eu”

Grupos de Whatsapp, um campo minado

Sou, assim como todos vocês devem ser,  usuários do Whatsapp, Telegram  ou ainda de outros  aplicativos ou apps que desconheço, cuja proposta é parecida, ou seja,  a hiper conectividade entre as pessoas. Essa ferramenta se tornou rapidamente muito importante na vida pessoal e profissional das pessoas, alguns dirão  até essencial na vida dos terráqueos. SóContinuar lendo “Grupos de Whatsapp, um campo minado”

O Tempo, as Jabuticabas e o Tornado

  Num dia desses, assisti a um documentário do Netflix muito legal que se chama “ Quanto tempo que o tempo tem ” de Adriana Dutra. De tão bacana e tão conectado ao meu momento que saí da toca . Voltei a escrever depois de um hiato de 2 anos ! Mas o que é o tempo? NaContinuar lendo “O Tempo, as Jabuticabas e o Tornado”

Continuo o mesmo

A sala do consultório estava vazia, já passava das 19 horas. Estávamos  pelo menos meia hora atrasados para a minha consulta, lembrei de uma  consultora de gestão organizacional.. Você é protagonista ou vítima  das situações? É, pisei na bola, poderia ter saído antes de casa, refleti.  – Ele aguardou 15 minutos pela última consulta que seria a sua  e se foi.Continuar lendo “Continuo o mesmo”